domingo, 7 de fevereiro de 2016


Esse é o amor que sinto, aquele amor raro, difíceis de serem compreendidos, impossível de ser explicado, sua voz seu sorriso era a cura dos meus dias cinzentos.

Eu não sei o que acontece, Zé. Mas cada vez que o sentimento começa a nascer eu tenho urgência em corta-lo. A ideia de sentir algo bom me sufoca. Sabe o que é isso? Vontade de encontrar alguém que o transborde, e ao encontrar, passar a contentar-se com o vazio? A minha vontade de ser incapaz de sentir se esvai quando chega a noite, Zé. E quando amanhece, volta, tão de repente quanto se foi. Eu não sei me jogar, me entregar sem pensar nos riscos. Eu estou me escondendo do sentimento, Zé, perdida em meio o vazio. Talvez um dia eu me encontre… E se eu estiver por aí de mãos dadas com a solidão?

Viviane Caitano

É horrível quando se vive em guerra consigo mesmo. Você não sabe o que é ter que suportar um campo minado dentro do peito.

Na primeira noite eu dormi bem, depois de encher a cara e chorar tudo que eu tinha entalado, deitar na minha cama e esquecer que eu estava vivo, foi o que me restou. Na segunda, não consegui fechar os olhos, sóbrio e imóvel, refiz em pensamento os meus passos do dia anterior, mas não consegui encontrar o meu erro. Na terceira noite dormi sem perceber, e acordei procurando na cama alguém que já não estava mais na minha vida. A quarta, a quinta e a sexta noite se repetiram da mesma forma. A sétima, a oitava e a nona também. E depois o restante do mês. Hoje já são dois anos. O tempo passou e aquilo que tirava o meu sono, ocupava a minha mente e era a resposta da pergunta “O que você mais tem medo de perder?” perdeu-se com o passar dos dias. Passou a ocupar um lugar dentro de mim que nem sempre a minha memória é suficiente para trazer novamente. É fato que a falta dela me afetou e não vou esconder que doeu. Mas hoje eu sei que nada volta. Nem eu. Letícia Silva

Você é uma pessoa tão boa. E eu? Bom eu sou a bagunça em pessoa.

Nanda Marques

Minha mente parece estar encriptada e sequer tenho noção do algoritmo que deveria usar para “decriptá-la”.

Adentrou a casa, parou diante da porta e em segundos decidiu que estava na hora de fazer algumas mudanças ali, roçou uma mão na outra e se pôs a trabalhar. Trocou todos os móveis de lugar, jogou as roupas “rotineiras” fora para que assim usasse as outras, com dificuldade abriu as janelas que por falta de uso estavam enferrujadas deixando a claridade entrar. Olhou ao redor e se deu por satisfeito, afundou-se no sofá e por fim fez sua última tacada, trocou a estação de rádio habitual. Manteve a satisfação por alguns minutos, porém a mesma fora vencida pela sensação de vazio que apesar de conhecida chegou subitamente. Tudo num raio de aproximadamente cem metros quadrados havia mudado exceto o principal: você. Derek Whitle

Mas sei lá, parece que você brinca de colecionar garotas eufóricas por você. Aposto que a sua lista é maior que a minha lista de supermercado nos dias que a geladeira fica sombria. Me assusta acreditar que possa estar me apaixonando por você, eu realmente nunca fui alguém que faça a diferença, mas Querido, não cogite ser alguém sem a minha indiferença, não pareço nociva mas posso ser letal para sua lista. A Última Cartada